MEDIDA PROVISÓRIA Nº 22, DE 08 DE JANEIRO DE 2002 - DOU DE 09/01/2002 – Convertida em Lei
Convertida na Lei nº 10.451 de 10/05/2002
Altera a legislação tributária federal e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei:
Art.
1º O imposto de renda incidente sobre os rendimentos de
pessoas físicas será calculado de acordo com as seguintes tabelas progressivas
mensal e anual, em reais:
Tabela Progressiva Mensal
|
Base de Cálculo em R$ |
Alíquota % |
Parcela a Deduzir do imposto em r$ |
|
Até 1.058,00 |
- |
- |
|
De 1.058,01 até 2.115,00 |
15 |
158,70 |
|
Acima de 2.115,00 |
27,5 |
423,08 |
Tabela
Progressiva Anual
|
Base de Cálculo em R$ |
Alíquota % |
Parcela a Deduzir do imposto em r$ |
|
Até 12.696,00 |
- |
- |
|
De 12.696,01 até 25.380,00 |
15 |
1.904,40 |
|
Acima de 25.380,00 |
27,5 |
5.076,90 |
Art. 2º Os
arts. 4º, 8º e 10 da Lei
nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, passam a vigorar com a seguinte
redação:
"Art. 4º .......................................................................................................................
...................................................................................................................................
III - a quantia de R$ 106,00 (cento e seis reais) por dependente;
....................................................................................................................................
VI - a quantia de R$ 1.058,00 (mil e cinqüenta e oito reais), correspondente à parcela isenta dos rendimentos provenientes de aposentadoria e pensão, transferência para a reserva remunerada ou reforma, pagos pela Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, por qualquer pessoa jurídica de direito público interno, ou por entidade de previdência privada, a partir do mês em que o contribuinte completar sessenta e cinco anos de idade.
............................................................................................................................." (NR)
"Art. 8º...........................................................................................................................
II - das deduções relativas:
......................................................................................................................................
b) a pagamentos efetuados a estabelecimentos de ensino relativamente à educação pré-escolar, de 1º, 2º e 3º graus, creches, cursos de especialização ou profissionalizantes do contribuinte e de seus dependentes, até o limite anual individual de R$ 1.998,00 (mil, novecentos e noventa e oito reais);
c) à quantia de R$ 1.272,00 (mil, duzentos e setenta e dois reais) por dependente;
............................................................................................................................." (NR)
"Art. 10. Independentemente do montante dos rendimentos tributáveis na declaração, recebidos no ano-calendário, o contribuinte poderá optar por desconto simplificado, que consistirá em dedução de vinte por cento do valor desses rendimentos, limitada a R$ 9.400,00 (nove mil e quatrocentos reais), na Declaração de Ajuste Anual, dispensada a comprovação da despesa e a indicação de sua espécie.
............................................................................................................................." (NR)
Art. 3º O art. 20 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995,
passa a vigorar com a seguinte redação:
"Art. 20. A base de cálculo da contribuição social sobre o lucro líquido, devida pelas pessoas jurídicas que efetuarem o pagamento mensal a que se referem os arts. 27 e 29 a 34 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995, e pelas pessoas jurídicas desobrigadas de escrituração contábil, corresponderá a doze por cento da receita bruta, na forma definida na legislação vigente, auferida em cada mês do ano-calendário, exceto para as pessoas jurídicas que exerçam as atividades a que se refere o inciso III do § 1º do art. 15, cujo percentual corresponderá a trinta e dois por cento." (NR)
Art. 4º O art. 24 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996,
passa a vigorar acrescido de § 3º, com a seguinte redação:
"§ 3º Para os fins do disposto neste artigo, considerar-se-á separadamente a tributação do trabalho e do capital, bem assim as dependências do país de residência ou domicílio." (NR)
Art.
5º As disposições relativas a preços, custos e taxas de
juros, constantes dos arts. 18 a 22 da Lei nº
9.430, de 1996, aplicam-se, também, às operações efetuadas por pessoa
física ou jurídica residente ou domiciliada no Brasil, com qualquer pessoa
física ou jurídica, ainda que não vinculada, residente ou domiciliada em país
ou dependência cuja legislação interna oponha sigilo relativo à composição
societária de pessoas jurídicas ou à sua titularidade.
Art.
6º Na hipótese de doação de livros, objetos fonográficos
ou iconográficos, obras audiovisuais e obras de arte, para os quais seja
atribuído valor de mercado, efetuada por pessoa física a órgãos públicos,
autarquias, fundações públicas ou entidades civis sem fins lucrativos, desde
que os bens doados sejam incorporados ao acervo de museus, bibliotecas ou
centros de pesquisa ou ensino, no Brasil, com acesso franqueado ao público em
geral:
I - o doador deverá considerar como valor de
alienação o constante em sua declaração de bens;
II - o donatário registrará os bens
recebidos pelo valor atribuído no documento de doação.
Parágrafo único. No caso de alienação dos
bens recebidos em doação, será considerado, para efeito de apuração de ganho de
capital, custo de aquisição igual a zero.
Art.
7º O campo de incidência do IPI abrange todos os produtos
com alíquota, ainda que zero, relacionados na Tabela de Incidência do Imposto
sobre Produtos Industrializados (TIPI), aprovada pelo Decreto nº 4.070, de 28
de dezembro de 2001, observadas as disposições contidas nas respectivas notas
complementares, excluídos aqueles a que corresponde a notação "NT"
(não-tributado).
Art.
8º Para efeito do disposto no art. 4º, incisos I e II, do
Decreto-Lei nº 1.199, de 27 de dezembro de 1971, o percentual de incidência é o
constante da TIPI, aprovada pelo Decreto nº 4.070, de 2001.
Art.
9º Ficam revogados os arts. 13 e 15 da Lei nº 9.493, de 10
de setembro de 1997.
Art. 10. Esta Medida Provisória entra
em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos:
I - no caso dos
arts. 1º e 2º, em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º de janeiro
de 2002;
II - no caso do
art. 3º, em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º de maio de
2002.
Brasília, 8 de
janeiro de 2002; 181º da Independência e 114º da República.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Pedro
Malan